A Contabilidade criativa: Entenda o que é e quais os riscos dessa abordagem

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Financeira, ambiental, gerencial, estratégica, internacional… A contabilidade é realmente uma área muito ampla e cheia de conceitos diferentes, entre eles existe a Contabilidade Criativa. Você já ouviu falar? Então vem com a gente! Vamos explicar do que se trata essa abordagem e quais os riscos para quem pratica.

O que é a Contabilidade Criativa?


Quem nunca ouviu esse termo, pode acreditar que a contabilidade criativa seja alguma metodologia recente e inovadora para otimizar os resultados dentro de um escritório contábil com criatividade. Porém não é bem isso!

Surgida nos anos 80, a Contabilidade Criativa é uma prática polêmica. Sua proposta é encontrar brechas na legislação contábil, fiscal e tributária e manipular a realidade patrimonial de uma empresa de acordo com seus interesses. 

Ué, mas para que serve isso?

Então, é que, ao ocultar seu verdadeiro patrimônio, uma empresa pode levar vantagem em várias ações, como na hora de buscar recursos, negociar com um investidor, discutir um contrato ou aumentar uma tarifa, por exemplo.

Vamos supor que o propósito seja buscar por novos investidores e acionistas. Com a Contabilidade Criativa a empresa pode apresentar indicadores mais positivos que os reais e passar uma imagem mais estável aos interessados. Já, se a ideia for solicitar recursos, ela pode usar a prática para simular números mais negativos e, assim, conseguir taxas de juros mais baixas. 

Seja qual for o motivo, geralmente, a Contabilidade Criativa não é uma iniciativa que surge do escritório contábil, mas pode ser solicitada por um cliente. E aí, o que fazer?

Oferecer a Contabilidade Criativa vale a pena?


Apesar de ser uma metodologia legal, a Contabilidade Criativa, como já mencionamos, depende de furos e subjetividades presentes na legislação para ser praticada, ou seja: basta um passo em falso e “bum!” você ou seu cliente podem ser enquadrados em um crime fiscal. Para aplicá-la de forma segura é preciso ser um exímio conhecedor das leis e estar sempre antenado nas emendas e atualizações do código fiscal para não ter erro. E, mesmo assim, ainda pode haver riscos. 

Se o seu cliente apresentar relatórios financeiros modificados para não pagar impostos, por exemplo, ele pode ser autuado pela Receita Federal por crime sonegação. Se isso acontecer, a multa pode chegar a até 225% do valor original, de acordo com a Lei 9.430/1996. No caso de ele maquiar o patrimônio para conseguir um empréstimo e essa informação for descoberta depois de concedido o valor, o banco pode entrar na justiça para recuperar o dinheiro alegando fraude.

Em casos extremos a má aplicação da Contabilidade Criativa pode até levar a prisão dos responsáveis. A pena, para esse tipo de crime, varia de 2 a 5 anos, dependendo da gravidade dos fatos, conforme a Lei 8.137/1990.

Como reagir a esse pedido então?


O que mais cabe ao contador nestes momentos é a missão de conscientizar o cliente.  Mostre a ele os riscos envolvidos, explique que essa medida poderia comprometer a estabilidade financeira do negócio e a confiança do mercado a longo prazo. Por fim, busque entender o que o fez optar por esse caminho. Quem sabe juntos, vocês não conseguem encontrar alternativas mais viáveis e seguras para ambos?

E aí, qual a sua opinião sobre a Contabilidade Criativa? Conta pra gente nos comentários!

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