Você já deve ter ouvido a afirmação de que profissionais devem ser contratados por suas habilidades técnicas e desligados por problemas comportamentais, certo? Pois é, essa máxima reflete bem o que antes era considerada a forma certa de gerir equipes. Hoje, os gestores sabem que, para alcançar objetivos, estratégicos ou não, é necessário ter pessoas ao seu lado e uma das maneiras de fazer isso é utilizando a gestão emocional

Platão já afirmava que qualquer processo de aprendizagem possui como base uma emoção. E isso não ocorre apenas na esfera da educação, mas também no ambiente corporativo, favorecendo a efetividade nas ações desenvolvidas.

Em um momento de hipercompetitividade, em que é preciso inovar e diferenciar-se, a gestão emocional tem sido essencial para o sucesso dos negócios. E neste artigo eu te mostro como aplicá-la ao dia a dia do seu escritório, continue lendo. 

5 Técnicas de gestão emocional que podem ajudá-lo a gerenciar sua equipe 

Já mostrei aqui no blog como criar equipes emocionalmente inteligentes, agora vamos aprender a gerenciá-las de maneira eficaz. 

1- Não busque a perfeição

Buscar a perfeição pode criar um clima de competição, desfavorecendo a colaboração e gerando desgaste em sua equipe. 

Todos cometem erros, inclusive você. Por isso, mais importante do que não errar é aprender com o processo para que eles não sejam repetidos.

Em alguns mercados, principalmente aqueles que dependem da inovação para garantir a competitividade, o erro é incentivado, afinal, só erra quem tenta fazer algo novo ou de maneira diferente. 

No Vale do Silício, por exemplo, os cientistas e pesquisadores entendem que o erro é inerente à criação ou teste de novas soluções. Grandes nomes como Google, Facebook e Apple entendem que o erro é uma forma de aprendizado necessária para o crescimento e recomendam que seus times não se preocupem em errar.

Por isso, enxergar o erro como um problema ou fracasso, pode desmotivar seus times e até mesmo desencorajá-los a propor ideias ou melhorias, por medo ou insegurança. 

Já para os casos de recorrência, procure não chamar a atenção do colaborador publicamente, constrangendo-o de modo desnecessário, chame-o no privado e converse.  

A orientação pode conduzi-lo a um processo de desenvolvimento.

2- Procure conhecer a si mesmo

Um dos pontos indispensáveis para desenvolver a técnica de gestão emocional é buscar o autoconhecimento. É a partir desse processo que você conseguirá entender o seu comportamento e mudar suas atitudes, antes de trabalhar esse mesmo método com seus colaboradores. 

É fundamental conhecer seus pontos fortes, assim como ter consciência de suas limitações. Essa ação irá ajudá-lo a lidar melhor com seus colaboradores, criando uma equipe que complemente seus pontos fracos. 

Na gestão emocional, profissionais que não conhecem a si mesmos tornam-se reféns da opinião alheia. E isso pode dificultar o processo de tomada de decisão, criando um gestor inseguro, o que pode prejudicar toda a equipe. 

Além disso, a falta dessa autoconsciência, impede o posicionamento estratégico dos gestores, que acabam ficando à mercê de circunstâncias e fatores externos. Por isso, quanto maior for o seu autoconhecimento, melhor será a sua capacidade de gerenciar a si e aos outros. 

3- Seja empático

Equipes têm maior facilidade em seguir gestores que as engajem, motivem e inspirem. Dessa forma, uma das técnicas da gestão emocional é trabalhar a empatia, entendendo a situação e o sentimento do outro. Colocando-se, muitas vezes, no lugar dele, respeitando suas razões e motivações.

Na gestão emocional, gestores empáticos conseguem não só se colocar no lugar do colaborador, como também, se questionar antes de tomar determinada atitude. Refletindo se ela pode ou não afetar quem está ao seu redor. 

Mas para chegar a esse nível é necessário deixar o egocentrismo de lado e demonstrar interesse genuíno em seus colaboradores, trabalhando a escuta ativa e a compreensão de pontos de vista diferentes dos seus. 

Por exemplo, um de seus colaboradores convoca uma reunião com você para dizer que está insatisfeito com o fato de outro colega ter recebido uma promoção que ele queria. 

Neste momento, considere cuidadosamente como você, no papel de gestor,  poderia demonstrar empatia. 

Bons gestores confiam em suas próprias decisões. No entanto, é importante compreender o ponto de vista do colaborador que não sabe ou não entende o que motivou sua escolha. Portanto, coloque-se no lugar dele e pense qual seria a melhor maneira de explicar essa situação.

4- Seja sincero e transparente

A sinceridade também favorece a empatia. Colaboradores sabem identificar mentiras e essa percepção pode distanciá-los, prejudicando o seu trabalho como gestor e impactando negativamente a produtividade. 

Por isso, uma das técnicas da gestão emocional é não guardar ou encobrir informações apenas para manter uma percepção positiva de sua equipe. O resultado dessa ação pode ser justamente o oposto.

Para uma gestão emocional eficaz, seja sincero e transparente com as informações e até mesmo com seus elogios e sugestões de melhorias. Prefira sempre dar o feedback efetivo e respeitoso, com o objetivo de proporcionar desenvolvimento aos seus colaboradores. 

5- Saiba receber feedbacks

Confiar em seu trabalho como gestor é super importante, entretanto não se deve confundir a autoconfiança com arrogância, excesso de orgulho ou falta de humildade. 

Na gestão emocional é fundamental que o gestor saiba, além de dar, receber feedbacks de seus colaboradores, lidando com eles de modo construtivo e avaliando como podem aprender e melhorar a partir dessas contribuições.

Gestores que não apresentam controle de suas emoções, em um primeiro momento, tendem a refutar o feedback ou mesmo desmerecer seu transmissor, deixando de aprender e de tirar algo positivo da avaliação.

Ao receber um feedback negativo, ouça com humildade o que o outro tem a dizer. Se necessário, peça exemplos que ilustrem a observação recebida e, se perceber que agiu de modo equivocado, reconheça e procure ajustar seu comportamento. E caso discorde dos argumentos, tente entender os motivos que levaram o colaborador a tal percepção e procure aproveitar a oportunidade para reverter o quadro e melhorar a sua imagem.

Lembre-se que todo feedback é uma oportunidade de melhoria, seja ele bom ou ruim. 

Preparado para começar a gestão emocional em seu escritório? 

Espero que as técnicas citadas aqui, tenham ajudado você a compreender como a gestão emocional pode estreitar e melhorar a relação entre gestor e equipe.

A gestão emocional cria um ambiente propício à colaboração, produtividade e engajamento, além disso, a proximidade do gestor, pode criar equipes confiantes, produtivas e prontas para atingir os objetivos de quem está à sua frente. Ou seja, a gestão emocional ajuda a criar verdadeiros aliados para o gestor, o que pode ser extremamente vantajoso para o escritório como um todo. 

Por isso, para ter sucesso hoje, não basta ter o domínio das técnicas contábeis. É preciso entender e, mais do que isso, saber gerir as emoções envolvidas no relacionamento entre pessoas e empresas.

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