Microgerenciamento – O que é e porque você deve evitar esse hábito na sua gestão?

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Você precisa verificar regularmente o que seus colaboradores estão fazendo? Costuma assumir o trabalho delegado a eles? Exige aprovar todas as tarefas, não importa o quão pequenas elas sejam? Se você respondeu sim para alguma dessas questões, fique atento: ao invés de liderar você está exercendo o microgerenciamento.  E esse tipo de abordagem pode ser extremamente prejudicial para o seu escritório. 

Agora você deve estar se perguntando: Mas um dos papéis de um bom líder não é acompanhar o andamento das tarefas dos seus liderados e dar a assistência necessária para que tudo corra bem? É sim! No entanto, é importante identificar se você tem ultrapassado os limites do acompanhamento e da liderança próxima e se tornado alguém que microgerencia todos os passos e ações de suas equipes. Isso porque, essa atitude prejudica a performance do seu escritório e retira de seus colaboradores a oportunidade de serem autônomos, ágeis e produtivos em suas entregas. 

Para que você entenda melhor esse assunto, neste conteúdo irei falar sobre o que é microgerenciamento, como tal hábito impacta negativamente o potencial da sua equipe, além de  mostrar o que fazer para combatê-lo!

Vamos lá?

O que é microgerenciamento?

Liderar um departamento ou uma empresa, não é uma tarefa fácil.  E entre as tantas responsabilidades e obrigações que o gestor deve lidar, está inclusa também a missão de supervisionar o trabalho de seus liderados. 

No entanto, quando o líder passa a estar presente em cada atividade, discussão e decisão dos colaboradores, exigindo que absolutamente tudo passe pelo seu aval, isso acaba atrapalhando a autonomia dos liderados. É exatamente essa supervisão  excessiva que podemos chamar de microgerenciamento

A necessidade exagerada de ter total domínio das situações e posturas profissionais da equipe se torna abusiva e pouco motivadora. Mesmo que pareça uma preocupação genuína da liderança com a qualidade da entrega do serviço, essa conduta microgerencial acaba refletindo em um controle que passa da conta. 

Por exemplo, digamos que sua colaboradora, responsável pelo tributário de uma empresa X, esteja trabalhando em uma nova análise de crédito. Um líder microgerenciador, solicitará atualizações constantes, estará em todas as reuniões relacionadas à análise, exigirá a cópia de todos os e-mails relevantes e provavelmente fará visitas regulares à mesa dessa colaboradora (ou agenderá regularmente chamadas de vídeo) para ver como a tarefa está progredindo. Além disso, fornecerá conselhos não solicitados e poderá até tentar criar uma análise ele mesmo. Ou seja, ele passa do limite de acompanhando aceitável, limitando a autonomia da colaboradora.  

Por isso, é preciso estar muito atento, porque esse tipo de liderança afeta a eficiência, a excelência dos processos e a eficácia dos resultados do escritório como um todo.

Quais os impactos negativos do microgerenciamento?

Veja outros pontos negativos do líder microgerenciador aqui embaixo: 

Limita a proatividade dos colaboradores

Um líder que controla cada passo de seus colaboradores, enviando inúmeros e-mails, fazendo ligações para acompanhar o progresso das atividades e exigindo autorizações para as tarefas mais triviais, limita a proatividade deles.

Como resultado disso, a equipe se torna incapaz de solucionar problemas por conta própria, enfrentar desafios e trazer novas ideias que possam melhorar o desempenho da empresa como um todo. Além disso, um líder microgerenciador  também interfere nas chances dos colaboradores que estão em busca de reconhecimento e crescimento profissional.

Reduz a confiabilidade da equipe

Um líder microgerenciador, geralmente, acredita que ninguém é capaz de fazer um trabalho melhor que ele. Por isso acaba fazendo as tarefas dos outros ou interferindo constantemente no que fazem, desvalorizando a iniciativa e trabalho do colaborador. Isso leva à quebra de confiança entre líder e liderados. Afinal, a confiança é uma via de mão dupla. 

Então, se o líder não consegue confiar na capacidade dos seus subordinados de realizarem suas tarefas, as consequências incluem desmotivação, insatisfação, rivalidade, autossabotagem e, é claro, falta de confiança no líder.

Aumenta a rotatividade de colaboradores

O microgerenciamento pode aumentar a probabilidade de um colaborador talentoso, buscar novas oportunidades de trabalho. Afinal, quem quer continuar trabalhando em um ambiente estressante em que o lider nunca está satisfeito com o seu trabalho ou o considera incapaz de executá-lo? Ninguém, não é mesmo?

Assim, é possível perceber que muitos profissionais acabam abandonando a empresa por causa do gestor. Isso traz vários resultados negativos, como os custos com demissões e contratações. Além disso, pode prejudicar a imagem da empresa, que terá dificuldades em atrair talentos, clientes e parceiros comerciais, por conta da alta rotatividade.

Prejudica o relacionamento da equipe

Até aqui acho que já ficou claro como o microgerenciamento prejudica o relacionamento do líder com a equipe, não é? Afinal, a falta de liberdade e de confiança e o trabalho em um ambiente estressante minam qualquer relação.

Isso pode ser visto no aumento das chances de conflitos internos e na dificuldade de alcançar os objetivos organizacionais. Até mesmo a qualidade de vida dos colaboradores pode ser afetada, já que eles ficam mais propensos a terem transtornos como depressão, estresse ocupacional e síndrome de Burnout

Desencoraja a criatividade

Quando os colaboradores estão presos a regras rígidas, não há muitas oportunidades para criatividade e inovação. Isso acontece porque um líder microgerenciador corrige constantemente tudo o que seus colaboradores fazem e os observa como um falcão. Isso os deixa tão inseguros e com medo  de sair de suas zonas de conforto e fazer algo que provoque uma resposta negativa, que nunca tentarão nada original. 

microgerenciamento

Cria funcionários dependentes

Quando os colaboradores descobrem que não importa o quão duro eles trabalhem, suas tarefas sempre serão editadas e alteradas pelo seu líder microgerenciador, eles se tornam dependentes dessa pessoa. Quando o líder age como se nada pudesse ser feito sem a sua contribuição, a equipe começa a perder a confiança e sentir que realmente não pode fazer nada sem ele. 

E, de acordo com uma pesquisa do Great Place to Work, realizada em 2019, a geração Millennial está procurando por líderes que “compartilhem os melhores interesses dos colaboradores, especialmente em seu crescimento a longo prazo”. E não líderes que bloqueiam o crescimento deles com relacionamentos que incentivam a dependência. 

Como saber se você é um líder microgerenciador?

Essa é a pergunta que não quer calar, não é mesmo? Ainda mais depois de conhecer todos os impactos negativos que ações de microgerenciamento podem trazer ao seu negócio. 

Por isso, aqui embaixo eu elenquei algumas características desse tipo de liderança. Assim você pode identificar se são ou não compatíveis com seu perfil, afinal,  para mudar esse cenário é necessário primeiramente tomar consciência das próprias atitudes. 

Cada tarefa precisa de sua aprovação 

Antes de qualquer trabalho ser marcado como concluído, você precisa ter certeza de que o viu, fez suas edições e, finalmente, deu sua aprovação. Os microgerentes não suportam a ideia de permitir que sua equipe tenha total controle e propriedade sobre seu trabalho, o que é um problema. 

Necessita estar em cópia de todos os e-mails

As conversas não podem acontecer sem o seu conhecimento e você fica ansioso com a ideia de ser excluído dos e-mails e correspondências relacionados ao trabalho. Você sente necessidade de saber o que está acontecendo o tempo todo e acredita que receber cópia de todos os e-mails ou de parte de todos os canais de relacionamento da empresa é a melhor maneira de fazer isso. 

Faz questão de estar hiperconsciente da localização de seus colaboradores

Por exemplo, a colaboradora Cristina saiu para almoçar às 12h03, mas agora são 13h27 e você não a viu voltar. Ou Carol está trabalhando em casa e você percebeu que ela demorou mais de dez minutos para responder à sua última mensagem no chat da empresa. Se você se estressar sobre onde seus funcionários estão a cada momento do dia, ou se sentir frustrado quando eles não respondem imediatamente às suas mensagens, há uma boa chance de você ter (pelo menos algumas) tendências de microgerenciamento

Adora editar o trabalho dos colaboradores

Se você se emociona ao descobrir um cálculo errado no trabalho de seu analista de departamento pessoal, ou adora a sensação de consertar um balanço feito por um analista contábil, convém considerar se você também possui outras qualidades de microgerenciador. 

Odeia delegar tarefas

“Se quer algo bem feito, faça você mesmo”, disseram todos os microgerenciadores em todos os lugares. Se você acha que é a melhor pessoa para fazer qualquer trabalho que os membros de sua equipe estejam fazendo, dê um passo para trás e considere se isso é verdade, ou se isso dá a seus colaboradores a oportunidade de crescimento.

Deseja o controle total

Você atualiza os dados sobre o seu escritório todos os dias, pede relatórios além do necessário e quase não percebe diferença nos resultados entre eles. Afinal, olhando todo dia, não dá nem tempo de mudar nada. Pelo contrário, o colaborador perde tempo criando e atualizando relatórios desnecessários com informações pequenas demais.

E aí, se identificou com pelo menos uma das características acima? Então, você é ou tem traços de um líder que exerce o microgerenciamento, mas calma que tem solução. Corre pro tópico abaixo que lá eu te mostro como acabar com esse mal! 

Como combater o microgerenciamento

Pronto para combater e/ou evitar esse mau hábito em seu escritório? Então vamos às dicas!

1- Comece mudando a mentalidade

Um dos maiores impasses do microgerenciamento é que ele representa um pensamento do líder. Ou seja, quem comete atitudes microgerenciadores, não acredita estar exagerando e tem certeza que precisa desse controle, caso contrário as coisas podem dar muito errado. 

Por isso, o primeiro passo necessário para evitar o microgerenciamento é admitir que você tem algumas das características que citei no tópico acima. Além de compreender a importância de evitá-las e aumentar a flexibilidade e confiança em suas equipes.  

Sem isso, nenhum dos passos seguintes será eficiente.

2- Perca o medo de delegar funções

Medo é uma reação natural a uma situação que se enxerga algum risco. O ponto é que, no caso do microgerenciamento, essa ameaça não é real. Dessa forma, você como líder precisa perceber que sua equipe dá conta do recado e que um erro ou outro são totalmente normais e corrigíveis. Somente assim é possível aprender.

Nesse sentido, delegar funções significa colocar uma tarefa inteiramente sob a responsabilidade de outra pessoa. E deixar que ela faça tudo até o fim, confiando no seu treinamento e em seus colaboradores.

3- Estreite relações com seus liderados

A confiança é algo que não nasce de um dia para o outro, ela é construída ao longo de um tempo de convivência. Nesse sentido, líderes que passam mais tempo com seus liderados criam laços mais fortes, podendo até mesmo se tornarem amigos para além da empresa. 

A participação em happy hours e conversas na hora do intervalo são ótimas oportunidades para conhecer melhor quem são as pessoas por trás dos crachás e aumentar a confiança nelas. Essa relação faz todo sentido para um líder que deseja deixar de lado o microgerenciamento

Claro que você pode estreitar suas relações somente profissionais, mas essa proximidade mais pessoal não constrói apenas equipes e sim verdadeiros aliados.

4- Comunique-se da forma correta

Seus liderados não podem ter dúvidas sobre as responsabilidades que possuem e o que se espera deles. 

O microgerenciamento é famoso por ter ruídos na comunicação e isso é algo com o que se deve tomar muito cuidado. Para tanto, forneça aos seus colaboradores o máximo de informações possível sobre o quê e o porquê de cada atividade.

Perceba que o “como” fica de fora dessa comunicação, afinal, seu trabalho é o de explicar o que você espera de sua equipe, tornando-o responsabilidade do time. Só tenha a certeza de que evitará confusão ou mal-entendido sobre o propósito da tarefa e quais os resultados esperados. E, por consequência, diminuirá a sua ansiedade e desejo de microgerenciar. 

5- Invista em capacitação e treinamento

Para se ter confiança na equipe é preciso contar com profissionais verdadeiramente capacitados. Por isso, invista constantemente em treinamentos, mentorias e cursos. Ter a certeza de que você tem um time que realmente sabe o que está fazendo o deixará muito mais seguro para permitir a autonomia, deixando que tomem decisões sem a sua constante supervisão ou aval. 

6- Esteja sempre aberto a sugestões

Já falei da importância de ouvir os colaboradores a respeito dos aspectos que envolvem a liderança, não é mesmo? No entanto, tenha em vista que essa atitude não deve ser tomada em apenas um dia de avaliação.

É importante estar sempre aberto a ouvir seus colaboradores, seja o momento que for. Isso não quer dizer que você deve somente mostrar-se atento a eles, mas realmente avaliar o que todos têm a dizer e colocar em prática sugestões verdadeiramente válidas para o negócio. Você verá que tem muito a ganhar com isso!

7- Reveja os processos do setor

Analisar os processos do setor e ver se eles podem se tornar mais enxutos, com menos etapas de aprovação e mais liberdade para a atuação dos profissionais, também ajuda a diminuir o microgerenciamento

Isso permite que você diminua a frequência de conferência de alguns relatórios e entende 

que nem tudo precisa ser checado diariamente. Desta forma pode concentrar mais tempo de sua equipe na execução e mais do seu tempo em atividades táticas e estratégicas.

8- Aposte em um sistema de gestão

Como citei anteriormente, tornar os processos mais enxutos ajuda a diminuir a vontade de microgerenciar tudo em sua volta. Neste contexto, um sistema de gestão também ajuda a reduzir essa ansiedade.

Isso porque, ferramentas de gestão contábil como o Gestta, por exemplo, contam com um dashboard contábil repleto de informações sobre a rotina do escritório,. assim como uma visão macro de todas as atividades que estão sendo realizadas e por qual colaborador. Isso deixa você mais tranquilo e sem a necessidade constante de cercar e interrogar sua equipe em busca de respostas sobre um determinado serviço. 

Além disso, o histórico de tudo, seja do que rolou por troca de email ou via WhatsApp, com você ou com o cliente, fica salvo dentro da atividade. Isso permite que você continue por dentro de tudo, sem exercer a liderança microgerenciadora. E, com o tempo, acompanhando da forma certa as atividades de seus colaboradores, você verá que eles têm feito tudo corretamente e que não precisam mesmo da supervisão excessiva. 

Ou seja, um sistema de gestão como o Gestta, pode ser o seu verdadeiro braço direito na luta contra esse inimigo. 

No entanto, não é só isso que o Gestta pode fazer por você, sua equipe e seu escritório. Quer saber do que eu to falando? Então clique no botão abaixo e agende uma reunião, sem compromisso, com um de nossos especialistas e conheça mais sobre o Gestta! 

Agora só depende de você!

Bom, acho que agora que você está ciente sobre o que o microgerenciamento e por dentro dos impactos negativos que esse hábito pode causar, depende de você mudar ou não. Afinal, creio que tenha conseguido oferecer insumos bem legais para deixá-lo bem longe desse problema. 

Lembre-se que o microgerenciamento pode ter resultados desastrosos para o seu negócio. Porém, com as dicas e técnicas acima, você pode identificar tendências de microgerenciamento em você mesmo e encontrar soluções antes que elas fiquem fora de controle. Então bora colocar a mão na massa!

E aí, esse artigo te ajudou a descobrir atitudes de microgerenciamento em sua liderança? Deixe um comentário, será incrível saber que esse conteúdo te ajudou! 

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