Liderança situacional na contabilidade – 3 dicas para aplicar esse modelo de gestão em seu escritório

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Como você lidera o seu time em momentos de crise? E quando o escritório está com uma demanda desafiadora, como é a sua gestão? Se você deu respostas diferentes às perguntas acima, talvez você tenha traços da liderança situacional e nem saiba disso. 

Esse modelo de gestão tem como característica extrair o melhor de cada colaborador, moldando o seu estilo de liderança de acordo com a situação do escritório, projeto em andamento e maturidade de cada um de seus profissionais. Com isso, ele traz vantagens para a empresa, que terá colaboradores engajados e produtivos, e para a força de trabalho, que será desenvolvida de acordo com seus pontos fortes e a desenvolver. 

Interessante, não é mesmo? Por isso, neste artigo, irei me aprofundar um pouco mais nesse estilo de gestão, explicando o que é a liderança situacional, seu conceito e dicas para colocá-la em prática com a sua equipe contábil. Quer aprender? Então continue comigo! 

O que é liderança situacional?

A liderança situacional foi desenvolvida por Paul Hersey e Kenneth Blanchard, em 1969, no livro: Gestão do Comportamento Organizacional. Na obra, os autores sugerem que o melhor modelo de liderança é aquele que se adapta a tarefas, pessoas, metas, projetos e circunstâncias. 

Dessa forma, a liderança situacional é aquela flexível, que se ajusta ao ambiente de trabalho e as necessidades do negócio e não a características e habilidades do líder. Ainda, para Paul e Kenneth, um líder deve saber quando mudar o seu tipo de liderança e comportamento, os moldando a cada novo padrão da empresa. Ou seja, na liderança situacional, não existe um estilo certo, melhor ou que se encaixa a todos os tipos de situações e profissionais e sim o que melhor se adapta. 

No vídeo abaixo, o próprio  Dr. Paul Hersey, explica o que o conceito da sua teoria, veja: Liderança Situacional – Dr Paul Hersey (Legendado) – YouTube 

Os estilos que compõem a Liderança Situacional

Durante o desenvolvimento da teoria, Paul e Kenneth, dividiram a liderança situacional em 4 estilos diferentes de gestão, cada uma ligada a um nível de maturidade dos liderados. 

Abaixo eu apresento cada uma delas e mostro quando devem ser usadas, veja:  

1- Direção

O primeiro estilo da liderança situacional é o de direção, no qual o líder deve direcionar seus liderados, apontando o que deve ser feito e como fazer. 

Nível de maturidade dos colaboradores que demandam esse tipo de liderança: 

Baixa vontade e baixa capacidade – Os colaboradores não têm as habilidades necessárias para a tarefa e não podem ou não desejam assumir a responsabilidade por elas.

Ou seja, aqui, o colaborador ainda está aprendendo suas tarefas e possui baixa capacidade técnica e um certo nível de insegurança, porém alto comprometimento. Por isso, neste tipo de liderança, o líder supervisiona o colaborador durante todas as fases de execução de uma tarefa, investindo bastante tempo orientando e conduzindo esse profissional, oferecendo sempre instruções claras.

Neste estilo, é  importante celebrar resultados positivos e oferecer sugestões e ações corretivas para resultados menos satisfatórios. A ideia aqui é motivar o liderado e ajudá-lo a desenvolver suas capacidades.

2- Orientação

O segundo estilo da liderança situacional, refere-se a orientação. Aqui, o profissional não está 100% confiante de suas habilidades e conhecimentos, mas está caminhando para isso. 

Nível de maturidade dos colaboradores que demandam esse tipo de liderança: 

Alta vontade e baixa capacidade – Estreantes entusiastas, estão dispostos a trabalhar na tarefa, mas não têm as habilidades necessárias para fazê-la. 

Portanto, essa é uma fase na qual a relação é de troca de informações e experiências com o gestor. Ou seja, o líder  ainda participa ativamente, porém solicita novas ideias e sugestões de melhorias para os colaboradores, dando a eles um pouco mais de autonomia. 

Dessa forma, o time recebe feedbacks mais efetivos e contínuos, apontando em que precisam se aperfeiçoar e recebendo orientações para a melhor tomada de decisões. No entanto, apesar de participarem, ainda é o líder quem bate o martelo. 

3- Apoio

No terceiro estilo de liderança situacional, o líder sai um pouco de cena, deixando a supervisão meio de lado,  aumentando as doses de autonomia e autogestão

Nível de maturidade dos colaboradores que demandam esse tipo de liderança: 

Baixa vontade e alta capacidade – Suas habilidades existem, mas falta confiança ou vontade de assumir a responsabilidade pelas tarefas.

Aqui, os colaboradores já estão em um estágio mais avançado de experiência e maturidade em relação aos anteriores e, por conta disso, podem ser acompanhados de longe, com mais respaldo para executarem suas atividades. 

Contudo, em muitos casos, eles ainda não querem ou não se sentem preparados para assumir responsabilidades no momento. Por isso, o líder deve estar presente e apoiar seus subordinados. Ele não precisa mais fornecer instruções detalhadas nem fazer acompanhamento rígido, como nos outros estilos, mas ainda deve continuar monitorando os colaboradores, garantindo que o trabalho seja executado no nível exigido, até que eles se sintam maduros e confortáveis para caminhar sozinhos. 

4- Delegação

Por fim, o quarto e último estilo da liderança situacional refere-se a delegação, no qual o líder assume um lugar de confiança, dando aos colaboradores total autonomia. 

Nível de maturidade dos colaboradores que demandam esse tipo de liderança: 

Alta vontade e alta capacidade – Eles têm as habilidades e experiências para realizarem bem a tarefa e estão confiantes e dispostos a assumir a responsabilidade pelo resultado de cada uma delas. 

Aqui, os colaboradores caracterizados como altamente competentes e comprometidos, agora podem tomar decisões e assumir  responsabilidades, com nível super baixo de supervisão. Isso porque, nesse estágio, os liderados possuem mais maturidade e sabem muito bem o que fazer e como fazer. 

Agora, o líder passa a delegar tarefas com confiança e sem microgestão, sabendo que bons resultados serão alcançados.

Como aplicar a liderança situacional em seu escritório contábil? 

Para colocar aplicar a  liderança situacional, é necessário colocar em prática 3 tarefas simples, que dizem mais respeito a você, como líder, do que a seus subordinados.

Vamos ver quais são essas tarefas:

1- Conheça a maturidade de seus colaboradores

A primeira tarefa não tinha como ser outra, afinal, a base da liderança situacional é a maturidade dos liderados. Portanto, você deve colocar em prática algumas ações que te ajudem a conhecer melhor em qual estágio de maturidade estão seus colaboradores. 

Uma sugestão é perguntar a si mesmo: 

Além de responder essas questões, você pode aplicar uma pesquisa para entender o quão confortáveis seus colaboradores estão com suas tarefas, quais são suas dificuldades diárias e como acham que a liderança poderia ajudá-los a se desenvolver. 

2 – Adapte seu estilo de liderança

Geralmente, o seu estilo padrão de liderança é aquele que você adota de maneira instintiva ao longo da sua carreira como líder. No entanto, na liderança situacional o importante é saber se adaptar e transitar pelos diferentes níveis que ela propõe. 

Dessa forma, após conhecer a maturidade de seus colaboradores, procure adaptar o seu estilo sempre que lidar com cada um deles. Por exemplo, sabe aquele colaborador motivado e focado, mas sem muita experiência? Liderá-lo usando o estilo de orientação, é a melhor maneira de ajudá-lo a passar para o próximo nível de maturidade. 

3-  Aposte em treinamentos para desenvolvê-los

A grande meta da liderança situacional é passar seus colaboradores para os próximos níveis, e uma forma de fazer isso é apostando em treinamentos. 

Por exemplo, você identificou que um determinado colaborador, com nível de maturidade de alta vontade e baixa capacidade,  tem dificuldade em manusear uma das ferramentas que seu escritório utiliza. Nesse caso, você pode agendar um treinamento, com o fornecedor do software, focado nas dificuldades dele. Ou, notou que um colaborador que está no nível de maturidade de alta vontade e alta capacidade, tem dificuldade em liderar outras pessoas. Uma ideia é colocá-lo como mentor de um colaborador com nível de maturidade mais baixo. Dessa forma, além de desenvolver a liderança, ele ajudará outro profissional a melhorar seu nível de maturidade. 

Ou seja, aposte em treinamentos focados nos níveis de maturidade de cada colaborador para atingir a excelência. 

Pronto para aplicar a liderança situacional? 

Gostou do artigo? Espero que ele tenha ajudado você a entender melhor o que é liderança situacional e porque é importante saber adaptar seu estilo de gestão aos diferentes níveis e perfis de maturidade do seu escritório. Afinal, com esse modo de liderar em seu negócio, você pode:

  • Otimizar seu fluxo de tarefas
  • Inspirar seus colaboradores a serem mais independentes
  • Promover uma comunicação mais aberta
  • Melhorar o clima organizacional
  • Incentivá-los a se tornarem líderes
  • E muito mais!

Portanto, espero que essas vantagens, somadas a uma aplicação e  um conceito simples, motivem você a colocar a liderança situacional em prática no seu escritório! Depois volte aqui para me contar os resultados, combinado?

Até o próximo conteúdo!

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